- Acorda meu pintinho, vai se atrasar outra vez?
- Me beija ou me deixa dormir! – Sussurrou ele. - Sonhei que já morávamos no chalé. Silêncio.
- Vamos para minha ou para sua casa?
- Vamos para minha ou para sua casa?
E ao meio dia em ponto as crianças chegaram da escola.
- Lucinho, tira a mão do fogo! – Alertou ela o menino que antes era o pequeno Lúcio. Apenas Dorinha continuava com a mesma carinha de anjo.
- Queridinha, pirulito na hora do almoço?
- Eu só queria pegar a figurinha da vaca! – Respondeu a linda Dorinha para a futura madrasta.
Lili agora era a segura Elisionor e Frank o grande Frankensteison. Os dias eram de sol e alegria. Ambos moravam em local de risco de enchente, mas não havia perigo pois já tinha começado o financiamente do Chalé em 480 parcelasde. Montmar não podia esperar. Diziam que por lá as flores, por um grande mistério, nunca murchavam. Só existia tempo bom e muitas estrelas. O chalé escolhido era enorme e muito arejado. Não haveria problema em ele ser desquitado, o importante é que ela logo estaria casada! Era bom namorar!
- Se cheguei até aqui, o que pode existir além! Não basta um minuto de felicidade para preencher a vida inteira de um homem? Aí de mim Dostoievski! - Devagava ela!